Esse não é um post sobre tecnologia em si, mas sobre a forma como a gente se relaciona com o trabalho e influenciamos o impacto que causamos. Por isso talvez seja um pouco mais denso mas o ponto aqui é refletir sobre os aspectos do que produzimos.

Vamos falar do quê é o desenvolvimento de software. Seja backend, frontend, fullstack, devops, desenvolvimento de jogos de cassino, etc.

O desenvolvimento de software ou a programação em si é uma atividade muito ligada à nossa criatividade, a nossa capacidade de resolver problemas e, talvez mais do que tudo, a nossa capacidade de discernir entre um caminho ou outro e as implicações das nossas escolhas (habilidades que demandam bastante energia, disposição e foco, no dia a dia).

É uma atividade que, por muitas vezes, precisa ser exercitada em um ambiente de alta pressão e espera por resultados simultaneamente imediatos e impactantes então precisamos prestar muita atenção antes do push para a branch.

Atuar com essa combinação desses fatores pode ser uma exaustiva, e por isso, “ir além” muitas vezes acaba sendo visto como algo desnecessário ou até excessivo, algo secundário diante da urgência de simplesmente entregar o que precisa ser feito.

Eu sei que eu já passei por isso…

E eu realmente acreditava que isso era o suficiente. Talvez até fosse por algum tempo mas eventualmente eu começava a me perguntar se esse era o limite da minha contribuição. Foi a partir dessa dúvida que eu concretizei essa noção: existe um espaço muito maior onde, como desenvolvedores, podemos influenciar decisões, propor soluções e gerar impacto real e direto.

Agora o objetivo é lembrar disso: ser desenvolvedor vai muito além de fechar tickets. É sobre construir, questionar e criar valor de verdade. Quando assumimos esse compromisso, deixamos de ser apenas executores e nos tornamos agentes ativos na transformação no time, no produto e até na vida das pessoas que usam o que criamos enquanto exercitamos a nossa criatividade.

No final das contas, a reflexão que eu trago é simples, mas profunda: devemos buscar ativamente por espaços onde a gente consiga exercitar o nosso lado criativo e nos cercar de pessoas que nos ajudem a trazer isso a tona. Não vamos nos limitar ao que está no ticket do Jira ou qualquer outra plataforma/ferramenta que o time use.

Vejo muito valor em dedicar tempo à exploração de novas possibilidades e soluções, mesmo que elas não se encaixem exatamente no escopo do que foi solicitado.

Eu realmente acredito que esses pequenos esforços carregam o potencial de transformar a forma como enxergamos o trabalho. Cada pequena iniciativa, cada melhoria proposta, cada fluxo que você automatiza ou problema que você antecipa é um passo para transformar o trabalho cotidiano em algo que importa de verdade e é uma aplicação prática do aspecto evolutivo do ser humano.

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